Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

De que preciso

Uma coisa é o que sinto e queria fazer
Outra o que tem de ser, o que devo...
E é essa a inquietude o meu viver.
Porque Deus me deixa assim
Neste mundo onde só olham aparências?
Pergunto o que vai ser de mim
Se tudo o devo sentir tem de ser por conveniências.
Nada me falta é justo, é certo...
Não choro, pois, pelo que não tenho
Mas pelo que sou e não está correcto,
Pelo que deveria ser e não sou capaz...

Preciso de Paz!
Preciso de um ombro que me abrace
Sem precisar de pedir
Preciso de chegar a casa e sorrir
Porque sei que alguém se apraz
Em me ver e sentir.

Preciso de amor!
Aquele verdadeiro, sem receios, sem medo
Que me faça crescer
Que me segure, sem vontade de morrer
Preciso que seja sereno
Para que o meu amor também seja pleno.
Preciso de ser eu!
Para que me conheçam as fraquezas
E assim não amem uma ilusão
Que idolatram com ligeiriezas
De quem não conhece o meu coração
E só vê o que eu sou por fora.

Preciso de ser feliz!
De gente real na minha vida
Que não sejam mensageiros de palavras bonitas
Ou carinhos distantes
Preciso de gestos presentes
De sorrisos e abraços sentidos
Preciso de colo, preciso de dar sem me virem cobrar.
Preciso de me soltar
Mesmo que isso implique cair.
E ... Meu Deus, não quero mais fugir.

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