Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

Se a morte chegasse

E se agora a morte chegasse
De mansinho, sem me prevenir
Como um sopro me levasse
Entre as nuvens do porvir!
Aonde me levaria ela, assim
Sem antes me avisar?
Meu Deus que seria de mim
Sem tempo de me preparar?
Mas será que há mudança,
Se a morte me vier buscar?
Onde está a esperança
Que me ensina a confiar?
Não sei bem o que sinto
Se desejo estar aqui ou acolá,
Pensarás que eu minto
Porque não recordo o lado de lá...
Afinal que me tira a morte
Que eu não tenho já?
Se levo tudo o que importa
E deixo tudo o importante
Estar viva ou morta
É-me completamente indiferente!

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