Quinta-feira, 20 de Maio de 2010

Não me venham falar de amor

Mas para que tanto ensejo
só para usufruir de um simples beijo?
Como se amor fosse só isso!
Nada quero roubado
como se fosse ladra num jardim
a colher flores só para mim!
Amor não é, se for suplicado
e quase obrigado a ser o que não é.
Amor é, quando cresce!
Amor não é, quando desaparece!
Meu amor é assim por ti:
suave, doce, sem obrigação
de eterna dedicação...
Mas se não é partilhado
nada disso está errado!
Cada um sente o que sente
e nisso a alma não mente.

5 comentários:

  1. O MUNDO DA FOME

    Essa fome que me estremece
    Que me enche os olhos de pedras
    E é tanta fome solta pela terra
    Que no peito a dor me estremece.


    A fome que por ser vizinha, cala
    E a que por mim passa, não olha
    Por já está solta e abandonada
    Por estar presa à hora chegada.


    Outra fome, também, cravada
    É a que se tem na alma amarga
    Dor que por nada se acha graça
    Essa dor capaz de ver o mar
    E não achar encanto nas águas.


    A fome que há sobre tantas faces
    Essa que morre e grita aos lotes
    Uma que está perdida na África
    E pelos Trópicos corre alucinada.


    A fome que é do mundo, fabricada
    Que em mísseis e bomba é lançada
    Com tanta formalidade é fabricada
    Que Hinos e Bandeiras são hasteados
    Fardada e com continência calada
    Que se espalha, salta de pára-quedas
    E vira monumentos e pede aplausos.


    Essa fome tanta, meu Deus, bélica
    Que tem leis e ética, toga e decretos.
    E outra, tísica, que vivendo secreta
    Que mal fala, mal dorme, mal come
    Espalhando terror sobre as cidades
    E que enche Hospitais e que intimida
    E tira nos dias o sossego das casas
    E cresce e cresce em multiplicidades.


    E como que vai enchendo as praças
    Parece que vai tomando uma cidade
    Com olhos frios e de longa espera
    Essa, essa que nos certe e tem pressa
    Que não sei como ambas se parecem


    Uma, de sofisticada, desce e explode
    E tanto explode quanto mais espalha
    A outra, são os resquícios da miséria.

    Guina
    2010

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  2. O MUNDO DA FOME, poema dedicado a todos os Estadistas do Mundo e todas as Autoridades Morais e Eclesiásticas.

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  3. Obrigada Guina, pelas palavras que nos fazem reflectir... Sem duvida existem vários tipos de fome, sendo a mais preocupante a fome de amor...pois essa leva á miséria moral. Beijinhos

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  4. O amor é partilha, é encanto.
    Morreremos apenas quando o amor nos assustar mais do que a morte...
    Beijos.

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  5. O amor é sempre dado. De contrário, não resulta.
    Gigi, gostei imenso do teu poema. Parabéns.
    Boa semana para ti.
    Beijos.

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