Terça-feira, 11 de Maio de 2010

Suave acordar

Risos por entre a preguiça
Que não deixa a razão ver
Acordo sem saber
Onde estou, o que se passa?
Mas como sem dor
E suave foi a graça
Deste despertar
Eu fico quieta, sem me levantar
Assim como entre a noite e o dia
Que o tempo já não se via
E no desencontro das palavras
Fica o essencial
Tudo o que é especial
Resta dentro de mim
Como baú de marfim
Precioso, recheado de emoção
Deste simples coração
Que preferia dormir
Para tudo continuar a sentir
Sem acordar, mesmo que num suave despertar.

1 comentários:

  1. Belíssimas palavras, querida Gi.
    Gostei imenso.
    Muitos beijos.

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